October 24, 2011
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Comunicado à imprensa: WikiLeaks X bancos

O WikiLeaks publicou os maiores vazamentos na história do jornalismo – e isso provocou uma retaliação agressiva de grupos poderosos. Desde o dia 7 de dezembro de 2010 um bloqueio financeiro arbitrário e ilegal tem sido imposto pelas empresas Bank of America, VISA, MasterCard, PayPal e Western Union. O ataque destruiu 95% das nossas fontes de doações. O bloqueio teve início dez dias depois do lançamento do Cablegate – o conjunto de documentos diplomáticos das embaixadas americanas – e foi parte de um ataque político orquestrado pelos Estados Unidos, que incluiu também pedidos de líderes da extrema direita para que membros da equipe do WikiLeaks fossem assassinados.

O bloqueio financeiro está acontecendo longe qualquer processo público ou transparente. Não é possível haver monitoramento democrático ou escrutínio público. O próprio governo dos Estados Unidos reconheceu que não há base legal para levar a cabo um bloqueio financeiro contra o WikiLeaks. Mesmo assim, o bloqueio realizado por essas companhias financeiras americanas continua impunemente. Como resultado, há 11 meses o WikiLeaks tem funcionado só com suas reservas financeiras. O bloqueio custou à organização dezenas de milhões de dólares em doações perdidas em um momento de custos elevados pelas publicações realizadas em mais de 50 países, e dos inevitáveis contra-ataques que geraram. Nossos parcos recursos agora estão voltados para lutar contra esse bloqueio bancário ilegal. Se este ataque financeiro prosseguir impunemente, um precedente perigoso, opressivo e anti-democrático será estabelecido. As suas implicações irão muito além do trabalho do WikiLeaks. Qualquer organização que contrarie as ponderosas organizações financeiras ou seus aliados pode esperar retaliações extrajudiciais. Organizações como Greenpeace, Anistia Internacional e outras ONGs que trabalham para expor a má conduta dos poderosos correm o risco de sofrer a mesma retaliação. Mais: se publicar a verdade sobre a guerra é suficiente para gerar uma ação tão agressiva por poderosos de Washington, todos os jornais que publicaram documentos obtidos pelo WikiLeaks também estão correndo o risco de sofrer um bloqueio semelhante.

Para garantir a nossa sobrevivência, fomos forçados temporariamente a suspender as publicações para fazer uma campanha de doações para combater esse bloqueio ilegal. Fizemos petições judiciais na Islândia, na Dinamarca, na Grã-Bretanha, em Bruxelas, nos Estados Unidos e na Austrália. Fizemos também uma denúncia formal por violação das normas de concorrência à Comissão Europeia e saberemos em novembro se a Diretoria-Geral de Concorrência vai abrir uma investigação contra o VISA e o MasterCard.

Nossas batalhas serão caras. Não podemos permitir que algumas corporações financeiras decidam como todo o mundo deve usar seu dinheiro para votar através de doações.

For a longer statement please read see the banking blockade page (in English) here.
For a kit (in English) with full information on the blockade and tools to assist WikiLeaks through it please download here.

Australian editor, publisher, and activist who founded WikiLeaks in 2006. He came to international attention in 2010 after WikiLeaks published a series of leaks.

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